Constantemente tenho me deparado com situações que confrontam meu posicionamento diante de Deus, tanto na questão de estar onde Deus quer que eu esteja, fazer o que Ele deseja que eu faça e de fazer meu papel de 'sal' (Mateus 5:13). De acordo com a palavra de Deus, devemos buscar sabedoria do alto (Tiago 3:17) a fim de que sejamos capacitados pelo Espírito Santo de Deus a ter resposta aos mais diversos questionamentos que passam pelas nossas mentes. Mas esta capacitação, se não vigiarmos, pode nos trazer consequências ruins...
O fato de termos um conhecimento sobrenatural (vindo de Deus), ter resposta para praticamente todas as perguntas, pode ser uma oportunidade para que o inimigo de nossas almas 'plante' uma semente em nossos corações chamada soberba. Por quantas vezes somos tentados a receber a glória que devemos direcionar para Deus? Deus nos dá dons (e Ele se alegra em nos presentear com tais maravilhas), capacita-nos a realizar obras que, por nós mesmos, não teriamos condições de realizar.
Tenho tido a oportunidade e honra de poder ajudar muitos jovens com questões polêmicas, dúvidas que normalmente eles não têm coragem para perguntar aos seus pais, líder de departamento ou até mesmo ao seu pastor. O feedback que tenho recebido de cada um deles é muito bom, e por muit pouco não deixei com que a soberba e a vaidade contaminasse meu coração.
Não sou perfeito, também não quero assemelhar-me aos hipócritas que se vestem de uma capa de santidade e se acham perfeitos como alguns farizeus que tenho tido oportunidade de conhecer ao longo das minhas postagens aqui no blog, que se acham tão perfeitos ao ponto de serem juízes! A palavra de Deus é muito clara:
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!"
Mateus 23:27
Mas, por outro lado, procuro fazer com que minha vida seja um exemplo a fim de que Deus possa se orgulhar e, ao olhar para mim, eu consiga um sorriso celestial da parte do nosso Pai amado!
Ontem, ajudando mais um jovem com algumas dúvidas a respeito dos mais variados assuntos, tive por mais uma vez o gosto de me achar alguma coisa! Que Jesus tenha misericórdia da minha vida! Se não fosse o Senhor, eu jamais poderia representar algo de importante para as pessoas à minha volta!
Por isso, nesta manhã, eu oro ao Senhor:
"Pai, perdoa o meu jeito de achar que sou perfeito. Vejo erro nas pessoas, e não olho meus defeitos. Justifico-me com o bem quando o mal eu pratiquei, no final, eu reconheço quando eu erro outra vez. Estou sempre declarando: "quero ser como criança" com o coração tão cheio de maldade e de vingança. Pai, perdoa o meu jeito de achar que sou perfeito, sou tão falho pecador detalhado de defeitos.
Pai, meu Pai, tenho muito que mudar... Pai, meu Pai, me ajude a melhorar...
Pai, a minha oração pode parecer tão dura, é que essa realidade no meu peito só machuca. Não dava pra esperar, amanhã seria tarde, te entregar meu coração é minha prioridade. Me olhando nessa hora ainda não sou perfeito, mas eu sinto que me amas mesmo eu sendo desse jeito. Obrigado por me ouvir, não vou nem me despedir. Fica aqui dentro de mim para nunca mais sair."
A palavra de Deus diz no livro de Salmos, capítulo 115, versículo 1 "Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade."
Música 'Imperfeito' [Anderson Freire]
Blog [JFD - Jovens Fazendo a Diferença] de meditações sobre a palavra de Deus, reflexões sobre os acontecimentos do dia-a-dia e textos que agregam conhecimento e valor tanto na vida secular quanto na vida espiritual. Atualizado semanalmente pelo Thiago Marins - vice-lider de missões na Assembléia de Deus na Ilha do Governador (ADIG) - Congregação Ebenézer.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Podemos escutar qualquer tipo de música?
Apesar de gostar trazer assuntos bastante polêmicos para este blog, sempre procurei tratar todos os eles com total clareza e sensatez de acordo com a palavra de Deus. Devido aos ultimos acontecimentos que presenciei, me preocupei bastante e decidi separar um tempo para tratar desta questão tão discutida no meio evangélico. Pela polêmica no assunto, precisamos analisar esta questão com um certo cuidado. Algumas pessoas perguntam:
- É pecado ouvir músicas seculares?
- Um cristão que ainda não abandonou a música secular está perdido?
- O cristão só deve ouvir louvores?
Pensando nisso, não seria possível responder à pergunta sobre o ouvir músicas seculares com um mero "sim, é pecado" ou "não, não é pecado"; a questão é um pouco mais complexa. Primeiro, precisamos saber o que é pecado. A primeira resposta que nos vem à mente é o texto de I João 3:4 ("Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei").
Se prestarmos bastante atenção à este texto, ficaremos com o conceito de que basta olharmos os 10 Mandamentos e, se os obedecermos, não estaremos pecando. Mas a versão Almeida Revisada traduz este verso da seguinte forma: "Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia." Vemos aqui uma definição mais abrangente e mais subjetiva para a palavra "pecado". Na verdade, o próprio João, se seguirmos a leitura até o verso 10, explica melhor a questão do pecado: quem peca é quem faz as obras do diabo. Assim, para resumirmos, se compararmos este trecho com outras passagens bíblicas, veremos que pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus e da Sua vontade. Aí surge outra pergunta:
- A música pode realmente nos afastar de Deus? Se sim, que tipo de música pode me afastar de Deus e que tipo de música me aproxima dEle?
Sim, a música pode nos afastar ou nos aproximar de Deus. Portanto, algumas músicas seriam pecaminosas, enquanto outras não seriam. Porém, pra entendermos melhor o problema, vou estabelecer algumas bases para esta discussão:
1. É muito importante enfatizar que estamos analisando o uso da música secular fora do ambiente da igreja, em momentos de entretenimento pessoal e não de adoração. É evidente que o que é secular não tem lugar no ambiente sagrado. A palavra de Deus é contundente quando diz "Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico" (Levítico 22:32). Este texto deixa claro que nada que não tenha sido consagrado a Deus pode se usado na adoração a um Deus santo.
2. Outro ponto importante que precisamos esclarecer é que neste momento vamos nos ater à discussão da "música", sem considerar, agora, a letra. Isso porque a letra transmite sua mensagem de forma clara. É possível analisar a poesia escrita, avaliando-a à luz dos ensinos teológicos da igreja e assim atestar a sua compatibilidade com aquilo que a igreja prega. Podem surgir, no máximo, dúvidas de interpretação de texto, mas, de forma geral, o conteúdo da letra é claro. Porém, com a música, tudo é diferente. Ela é um encadeamento de sons que ocorrem no tempo e que nos influenciam, criando estados mentais, levando nossa mente a fazer associações com situações ou momentos já vividos, alterando vários aspectos da nossa fisiologia e sugerindo idéias, sentimentos e sensações. É por isso que dizemos que a mensagem da música é subjetiva (não é clara e pode inclusive ter significados variados de pessoa para pessoa). Evidentemente que esta variação de significados não é muito grande, pois se fosse assim, as trilhas sonoras de filmes não teriam o impacto que sabemos que elas têm, de maneira muito semelhante, sobre todas as pessoas, em qualquer cultura.
Deixando de analisar a letra, não estamos diminuindo a importância da letra na influência de uma canção sobre o ouvinte. O real problema acontece na análise da música em si, porque a maioria esmagadora dos cristãos não realizam esta análise, seja por carecerem das ferramentas necessárias, seja por não estarem dispostos a fazer esta análise. E não podemos dizer que esta análise deveria ser feita por qualquer outra pessoa, não fuja desta responsabilidade, pois cada um de nós deve responder diante de Deus pelas suas próprias escolhas e decisões, dentro da luz que possuímos. Jogar a responsabilidade para outros não resolve o problema na minha vida espiritual.
Concluindo: para respondermos corretamente a questão sobre a música secular, temos que tentar compreender a mensagem da música (independente da letra) e aí sim, vermos se esta mensagem (ou influência) nos afasta de Deus ou não. Uma das formas que algumas pessoas tentam usar para julgar se a música presta ou não é tentar julgar pelo compositor. Argumentam, por exemplo, que Beethoven era ateu, Mozart era um devasso, Tchaikovsky era homossexual, blablabla... Segundo este argumento, não deveríamos usar qualquer música composta por estes mestres, uma vez que sua vida não era compatível com a vida de um cristão e, portanto a sua música estaria "contaminada" por seus hábitos não recomendáveis. Digo a você: não é o nosso papel rotular ou julgar as pessoas. A música, para ser questionada, deve ser julgada por si mesma, pelo que ela é, dentro do nosso contexto atual. Alguns diriam que não é possível uma fonte poluída fornecer água pura, mas a estes eu perguntaria como é que o puro lírio branco pode nascer na podridão de um pântano fétido.
Quer entender de uma forma mais simples? Quando ingerimos uma comida, não nos preocupamos se ela foi produzida por um evangélico ou por um ateu. O que nos importa é que benefício ou malefício aquele alimento vai nos trazer. Se só comemos apenas alimentos que não são saudáveis, que são ricos em gorduras, nosso corpo será fraco, gordo, sem vitaminas e com o sistema imune deficiente. Sofreremos de vários problemas de saúde e a nossa expectativa de vida, tanto em qualidade quanto em longevidade, será diminuída. Masssss, se comemos alimentos saudáveis, naturais, em uma dieta equilibrada dos vários nutrientes, nosso corpo será saudável, forte e bem equilibrado. Temos que admitir, infelizmente, que esta análise normalmente não é feita, e as pessoas comem com base apenas no gosto. E por causa disso, vemos a população sofrendo de diversos males que seriam perfeitamente evitáveis. Com a música acontece exatamente da mesma forma. Se ouvimos músicas (sem se preocupar agora com a letra) que nos elevem, que sejam apropriadas para a nossa vida espiritual, que façam bem à nossa mente, a fonte de onde essas músicas vieram não é tão importante quanto o benefício ou malefício que elas poderão causar à nossa mente e à nossa espiritualidade. Assim como com os alimentos, o julgamento musical não é apenas uma questão de gosto, mas de efeitos.
Da mesma forma que muita coisa não adequada pode ser encontrada em músicas utilizadas nos cultos, muita coisa de valor pode ser encontrada na música secular. Não é porque não é de origem cristã que, necessariamente, é pecado. Por exemplo, poderia ser pecado cantar as virtudes do amor sincero e verdadeiro? Seria pecado cantar as belezas da natureza, de um lugar lindo e inspirador, do qual a pessoa sente saudades? Verdadeiramente, eu não creio que isto seja pecado. O amor sincero e verdadeiro não é um dom divino? A natureza não é criação de Deus? Os sentimentos puros e sinceros não foram implantados no nosso coração pelo Criador?
Não é certo nos encastelarmos numa torre de marfim, nos trancarmos em uma redoma de vidro, a fim de tentarmos fugir das influências maléficas do mundo. Se fizermos isto, estaremos deixando de ser o "sal da terra", pois, se por um lado, não recebemos influências maléficas, não estaremos exercendo o nosso papel de influenciar beneficamente o mundo. O que acontece se o sal perde o seu sabor? (Mateus 5:13) Nosso exemplo maior, Cristo, não deixou de andar com publicanos, comer com pecadores, conversar com os rejeitados, impuros e excluídos da sociedade daquela época. MAS, POR OUTRO LADO, NÃO PODEMOS ESQUECER QUE O PRÓPRIO DEUS NOS ORDENA A SERMOS SANTOS E NÃO NOS CONTAMINARMOS COM AS COISAS IMPURAS DO MUNDO, NEM AMARMOS AS COISAS QUE O MUNDO OFERECE! (Levítico 20:26; Mateus 6:24; Tito 2:12; Tiago 4:4; I Pedro 1:14-16; I João 2:15-17).
Bem, como resolver esta 'aparente' contradição?
É evidente que precisamos ter cuidado em selecionar as músicas que ouvimos (sejam seculares ou não), bem como as letras que essas músicas nos transmitem; precisamos discernir que efeito este conjunto (letra e música) terá sobre a nossa mente e a nossa vida espiritual. Mas, da mesma forma, quando questionados sobre assuntos espirituais, precisamos fugir da resposta simplista de que, sendo música da igreja, é certo, não sendo da igreja, é pecado. Vamos lá... existem mais coisas que precisam ser consideradas na questão da música secular ou sacra. Cada música precisa ser analisada por si mesma, por seus valores, seus efeitos, seus resultados. Esses resultados, precisamos nos lembrar, tem conseqüências eternas!
Concluindo, diríamos que todas as escolhas musicais do cristão não devem estar rotuladas, mas precisam estar de acordo com o que o apóstolo Paulo escreve à igreja em Filipo:
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
Filipenses 4:8
- É pecado ouvir músicas seculares?
- Um cristão que ainda não abandonou a música secular está perdido?
- O cristão só deve ouvir louvores?
Pensando nisso, não seria possível responder à pergunta sobre o ouvir músicas seculares com um mero "sim, é pecado" ou "não, não é pecado"; a questão é um pouco mais complexa. Primeiro, precisamos saber o que é pecado. A primeira resposta que nos vem à mente é o texto de I João 3:4 ("Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei").
Se prestarmos bastante atenção à este texto, ficaremos com o conceito de que basta olharmos os 10 Mandamentos e, se os obedecermos, não estaremos pecando. Mas a versão Almeida Revisada traduz este verso da seguinte forma: "Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia." Vemos aqui uma definição mais abrangente e mais subjetiva para a palavra "pecado". Na verdade, o próprio João, se seguirmos a leitura até o verso 10, explica melhor a questão do pecado: quem peca é quem faz as obras do diabo. Assim, para resumirmos, se compararmos este trecho com outras passagens bíblicas, veremos que pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus e da Sua vontade. Aí surge outra pergunta:
- A música pode realmente nos afastar de Deus? Se sim, que tipo de música pode me afastar de Deus e que tipo de música me aproxima dEle?
Sim, a música pode nos afastar ou nos aproximar de Deus. Portanto, algumas músicas seriam pecaminosas, enquanto outras não seriam. Porém, pra entendermos melhor o problema, vou estabelecer algumas bases para esta discussão:
1. É muito importante enfatizar que estamos analisando o uso da música secular fora do ambiente da igreja, em momentos de entretenimento pessoal e não de adoração. É evidente que o que é secular não tem lugar no ambiente sagrado. A palavra de Deus é contundente quando diz "Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico" (Levítico 22:32). Este texto deixa claro que nada que não tenha sido consagrado a Deus pode se usado na adoração a um Deus santo.
2. Outro ponto importante que precisamos esclarecer é que neste momento vamos nos ater à discussão da "música", sem considerar, agora, a letra. Isso porque a letra transmite sua mensagem de forma clara. É possível analisar a poesia escrita, avaliando-a à luz dos ensinos teológicos da igreja e assim atestar a sua compatibilidade com aquilo que a igreja prega. Podem surgir, no máximo, dúvidas de interpretação de texto, mas, de forma geral, o conteúdo da letra é claro. Porém, com a música, tudo é diferente. Ela é um encadeamento de sons que ocorrem no tempo e que nos influenciam, criando estados mentais, levando nossa mente a fazer associações com situações ou momentos já vividos, alterando vários aspectos da nossa fisiologia e sugerindo idéias, sentimentos e sensações. É por isso que dizemos que a mensagem da música é subjetiva (não é clara e pode inclusive ter significados variados de pessoa para pessoa). Evidentemente que esta variação de significados não é muito grande, pois se fosse assim, as trilhas sonoras de filmes não teriam o impacto que sabemos que elas têm, de maneira muito semelhante, sobre todas as pessoas, em qualquer cultura.
Deixando de analisar a letra, não estamos diminuindo a importância da letra na influência de uma canção sobre o ouvinte. O real problema acontece na análise da música em si, porque a maioria esmagadora dos cristãos não realizam esta análise, seja por carecerem das ferramentas necessárias, seja por não estarem dispostos a fazer esta análise. E não podemos dizer que esta análise deveria ser feita por qualquer outra pessoa, não fuja desta responsabilidade, pois cada um de nós deve responder diante de Deus pelas suas próprias escolhas e decisões, dentro da luz que possuímos. Jogar a responsabilidade para outros não resolve o problema na minha vida espiritual.
Concluindo: para respondermos corretamente a questão sobre a música secular, temos que tentar compreender a mensagem da música (independente da letra) e aí sim, vermos se esta mensagem (ou influência) nos afasta de Deus ou não. Uma das formas que algumas pessoas tentam usar para julgar se a música presta ou não é tentar julgar pelo compositor. Argumentam, por exemplo, que Beethoven era ateu, Mozart era um devasso, Tchaikovsky era homossexual, blablabla... Segundo este argumento, não deveríamos usar qualquer música composta por estes mestres, uma vez que sua vida não era compatível com a vida de um cristão e, portanto a sua música estaria "contaminada" por seus hábitos não recomendáveis. Digo a você: não é o nosso papel rotular ou julgar as pessoas. A música, para ser questionada, deve ser julgada por si mesma, pelo que ela é, dentro do nosso contexto atual. Alguns diriam que não é possível uma fonte poluída fornecer água pura, mas a estes eu perguntaria como é que o puro lírio branco pode nascer na podridão de um pântano fétido.
Quer entender de uma forma mais simples? Quando ingerimos uma comida, não nos preocupamos se ela foi produzida por um evangélico ou por um ateu. O que nos importa é que benefício ou malefício aquele alimento vai nos trazer. Se só comemos apenas alimentos que não são saudáveis, que são ricos em gorduras, nosso corpo será fraco, gordo, sem vitaminas e com o sistema imune deficiente. Sofreremos de vários problemas de saúde e a nossa expectativa de vida, tanto em qualidade quanto em longevidade, será diminuída. Masssss, se comemos alimentos saudáveis, naturais, em uma dieta equilibrada dos vários nutrientes, nosso corpo será saudável, forte e bem equilibrado. Temos que admitir, infelizmente, que esta análise normalmente não é feita, e as pessoas comem com base apenas no gosto. E por causa disso, vemos a população sofrendo de diversos males que seriam perfeitamente evitáveis. Com a música acontece exatamente da mesma forma. Se ouvimos músicas (sem se preocupar agora com a letra) que nos elevem, que sejam apropriadas para a nossa vida espiritual, que façam bem à nossa mente, a fonte de onde essas músicas vieram não é tão importante quanto o benefício ou malefício que elas poderão causar à nossa mente e à nossa espiritualidade. Assim como com os alimentos, o julgamento musical não é apenas uma questão de gosto, mas de efeitos.
Da mesma forma que muita coisa não adequada pode ser encontrada em músicas utilizadas nos cultos, muita coisa de valor pode ser encontrada na música secular. Não é porque não é de origem cristã que, necessariamente, é pecado. Por exemplo, poderia ser pecado cantar as virtudes do amor sincero e verdadeiro? Seria pecado cantar as belezas da natureza, de um lugar lindo e inspirador, do qual a pessoa sente saudades? Verdadeiramente, eu não creio que isto seja pecado. O amor sincero e verdadeiro não é um dom divino? A natureza não é criação de Deus? Os sentimentos puros e sinceros não foram implantados no nosso coração pelo Criador?
Não é certo nos encastelarmos numa torre de marfim, nos trancarmos em uma redoma de vidro, a fim de tentarmos fugir das influências maléficas do mundo. Se fizermos isto, estaremos deixando de ser o "sal da terra", pois, se por um lado, não recebemos influências maléficas, não estaremos exercendo o nosso papel de influenciar beneficamente o mundo. O que acontece se o sal perde o seu sabor? (Mateus 5:13) Nosso exemplo maior, Cristo, não deixou de andar com publicanos, comer com pecadores, conversar com os rejeitados, impuros e excluídos da sociedade daquela época. MAS, POR OUTRO LADO, NÃO PODEMOS ESQUECER QUE O PRÓPRIO DEUS NOS ORDENA A SERMOS SANTOS E NÃO NOS CONTAMINARMOS COM AS COISAS IMPURAS DO MUNDO, NEM AMARMOS AS COISAS QUE O MUNDO OFERECE! (Levítico 20:26; Mateus 6:24; Tito 2:12; Tiago 4:4; I Pedro 1:14-16; I João 2:15-17).
Bem, como resolver esta 'aparente' contradição?
É evidente que precisamos ter cuidado em selecionar as músicas que ouvimos (sejam seculares ou não), bem como as letras que essas músicas nos transmitem; precisamos discernir que efeito este conjunto (letra e música) terá sobre a nossa mente e a nossa vida espiritual. Mas, da mesma forma, quando questionados sobre assuntos espirituais, precisamos fugir da resposta simplista de que, sendo música da igreja, é certo, não sendo da igreja, é pecado. Vamos lá... existem mais coisas que precisam ser consideradas na questão da música secular ou sacra. Cada música precisa ser analisada por si mesma, por seus valores, seus efeitos, seus resultados. Esses resultados, precisamos nos lembrar, tem conseqüências eternas!
Concluindo, diríamos que todas as escolhas musicais do cristão não devem estar rotuladas, mas precisam estar de acordo com o que o apóstolo Paulo escreve à igreja em Filipo:
"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."
Filipenses 4:8
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